Br An Bsb Arx 645 Br An Bsb Arx 645

Category: Brazilian UFO Files  |  Format: PDF  |  File: BR_AN_BSB_ARX_645 BR_AN_BSB_ARX_645.pdf
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SRMhfrHdOMQ&M&iUUCA - COMANDO DE DEFESA AEROESPACIAL BRASILEIRO (INFORMAO 1 01/04/COMDABRA, DE 30 DE JUNHO DE 2004 - Ref. Doe. a^tft&riwTen^-t l^rr/gsfe o 1925, de 2004, de autoria do Deputado JOO CALDAS). - Do Comandante Ao Exm Sr. Comandante-Geral do Ar. Trata o presente expediente de resposta ao Requerimento de Informao n 1925, de 2004, de autoria do Deputado JOO CALDAS, sobre objetos areos no identificados - OVNTs, no espao areo brasileiro. 2 Encaminho a V. Exa. para as providncias julgadas pertinentes. Braslia-DF, 30 de junho de 2004 No imp. Maj.-Brig.-do-Ar ATHENEU FRANCISCO TERRA DE AZAMBUJA Comandante do COMDABRA RICARDO DA SILVA SERVAN - Cel.-Av. Total ... SPADS COMDABRA Do-., analisado ttn: & I * SERVIQO PUBLICO FEDERAL I MSl_DO DA AERONUTICA COMANDO DE DEFESA AEROESPACIAL BRASILEIRO INFORMAO n 01/04/COMDABRA Braslia-DF, 30 de junho de 2004 Do Comandante do COMDABRA Ao Exm Sr. Comandante da Aeronutica Assunto: Requerimento de Informao n 1925, de 2004, de autoria do Deputado JOO assinado pelo Exm Sr. Comandante da Aeronutica (Prot-COMAER 00-01/1797/04) Anexo: 1) Modelo de Ficha de Controle de Trfego 2) Resumo do Relatrio de Ocorrncias de I - Trata o presente expediente de resposta ao Requerimento de Informao n 1925, de 2004, de autoria do Deputado JOO CALDAS, sobre objetos areos no identificados - OVNTs no espao areo brasileiro. II - Como do conhecimento de V. Exa., o Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA) tem a misso de realizar a defesa do territrio nacional contra todas as formas de ataque aeroespacial, a fim de assegurar o exerccio da soberania do espao areo brasileiro, sendo uma de suas atribuies a superviso das informaes relativas ao assunto OVNI. III - Os meios de deteco do Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA) visualizam, diariamente, um nmero considervel de trfegos areos que, por no serem correlacionados com nenhum plano de vo conhecido e por no manterem contato bilateral com os rgos de controle, so classificados como trfegos areos desconhecidos (TAD). Entre estes, so includos os classificados como trfego HOTEL, que so aqueles observados pela populao em geral e, na maioria das vezes, confundidos ou correlacionados com OVNI, seja pela forma ou pelo carmpprtarrrento de vo incomum. L~03Q3"- observaes, mesmo que no detectadas pelos radare; do Sl$&B/, _ari>fe_Ap_te pelo Proposta anafsacte erre vf I^S 20 (. Situao do Doe: Oi- I O T 20 lu . IV - Assim sendo, o COMDABRA registra em arquivo o relato ou depoimento de qualquer pessoa, piloto ou no, civil ou militar, brasileiro ou estrangeiro, que tenha, ou pense ter, avistado OVNI no espao areo brasileiro, desde que essa informao seja remetida oficialmente ao COMDABRA. Atualmente, o relato deve constar da Ficha de Controle de Trfego HOTEL (modelo em anexo), elaborada pelos rgos de controle do SISDABRA e enviados a este Comando Combinado. (Resposta s perguntas de n 1 e 2). V - Os relatos e outras notcias de OVNI no espao areo brasileiro, que chegam ao conhecimento do COMDABRA, so normalmente catalogados, atravs do preenchimento das Fichas de Controle de Trfego HOTEL. (Resposta pergunta de VI - A ocorrncia no espao areo brasileiro que mais se assemelha ao sobrevo de OVNI do Mxico, a de 19 de maio de 1986, nas cidades de So Jos dos Campos (SP) e Anpolis (GO). O COMDABRA possui em seus registros o Relatrio de Ocorrncias do Comando, que inclui os relatos dos pilotos e controladores de vo envolvidos no episdio e cpias de publicaes jornalsticas que cobriram esse evento. (Resposta pergunta de n 4). VII - O Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro no detm a informao a respeito da iniciativa do Governo Francs em assegurar a seus cidados o livre acesso a informaes sobre incurses de OVNI no espao areo francs. (Resposta pergunta de n 5) VIII - Com referncia possvel investigao da existncia de OVNI pela FAB, o COMDABRA desconhece quaisquer evidncias a esse respeito. Existe, nos arquivos do COMDABRA, material referente a relatos de possveis ocorrncias de OVNI, entretanto a documentao existente, classificada como confidencial / secreto, no apresenta pareceres conclusivos a respeito da existncia ou no desse tipo de objeto (Resposta pergunta de n 6). IX - Com referncia ao evento de 19 de maio de 1986, nas cidades de So Jos dos Campos e Anpolis, o ex-Ministro da Aeronutica, Ten- Brig.-do-Ar OCTVIO JLIO MOREIRA LIMA, determinou que todos os fatos apurados fossem plenamente divulgados aos meios de comunicao, a fim de que, por via oficial, a sociedade brasileira tomasse conhecimento desses acontecimentos. Dessa forma, as pessoas envolvidas no episdio foram orientadas para declarar tudo o que vivenciaram, o que foi amplamente divulgado pela mdia, naquela poca. Este evento foi investigado pelo Comando de Defesa Area (COMDA), cujo resultado da apurao encontra-se no resumo do Relatrio de Ocorrncias, em anexo. Finalmente, o COMDABRA no tem conhecimento da existncia, no mbito do governo brasileiro, de qualquer estudo destinado apurao de fenmenos relacionados a OVNI. (Resposta pergunta de n 7). No imp. Maj.-Brig.-do-Ar ATHENEU FRANCISCO TERRA DE AZAMBUJA Comandante do COMDABRA RICARDO DA SILVA SERVAN - Cel.-Av. ANEXO 1 INFORMAO N 01/04/COMDABRA, DE 30 DE JUNHO DE 2004 MODELO DE FICHA DE CONTROLE DE TRFEGO HOTEL COMANDO DA AERONUTICA COMANDO DE DEFESA AEROESPACIAL BRASILEIRO OCORRNCIA DE TRFEGO HOTEL (Preenchimento pelo COMDABRA) 1 DA OCORRNCIA Local da ocorrncia (Bairro..., Praia de..., Morro..., etc): Tipo (avistamento, contato imediato, etc): Observao feita com equipamento(s)? (S/N): Se sim, qual(is)?: Existem registros ou provas fsicas? (S/N): Se sim, detalhar (foto, vdeo, filme, fita, etc.) Visibilidade: Condies meteorolgicas (cu aberto, claro, chuva, neblina, tempestade, nuvens, poluio, etc): DO(s) OBJETO(s) Quantidade: Se mais de um, qual a distncia entre eles? (Se for mais de um objeto e com caractersticas diferentes, para cada visualizao preencher os itens abaixo no campo "4 - OBSERVAES') Distncia em relao ao observador: Altitude: Comportamento (parado, deslocando-se, em zigue-zague, etc): Trajetria (de norte para sul, etc): Posio em relao aos pontos cardeais (azimute): Emitindo som (S/N): Intensidade (fraco, forte, etc): Tipo de som (zunido, apito, etc): Deixando rastro (S/N): Tipo (condensao, fumaa, etc): Colorao (claro, escuro, etc) Fenmenos paralelos? (estampidos, queda de energia eltrica, movimento brusco de ar, interferncia em equipamentos eletrnicos, etc.) CONTINUAO DO ANEXO 1 INFORMAO N 01/04/COMDABRA, DE 30 JUN 2004 3 DO(s) OBSERVADOR(es) Quantidade: Nome (de quem comunicou a ocorrncia): Endereo para contato (Rua/Av., n., apart.): Idade: anos. Profisso (ocupao principal): Escolaridade: Possui conhecimentos tcnicos de aviao Possui conhecimentos tcnicos sobre meteorologia? Possui conhecimentos sobre OVNI? (S/N): Qual: Pertence a alguma organizao que se dedique a estudar ou observar OVNI? (S/N): Caso positivo, qual? (nome): (Endereo): (DDD, telefone, CEP, etc): 4 OBSERVAES (Relatar o que julgar necessrio e a complementao do campo "2", se houver.) 5 DA COMUNICAO A UMA ORGANIZAO MILITAR (OM) DA AERONUTICA ANEXO 2 INFORMAO N 01/04/COMDABRA, DE 30 DE JUNHO DE 2004 RESUMO DO RELATRIO DE OCORRNCIAS A RESPEITO DO EVENTO OCORRIDO NO DIA 19 DE MAIO DE 1986 1. INTRODUO Este relatrio tem por finalidade informar s autoridades do Ministrio da Aeronutica, em especial ao Exmo. Sr. Ministro, dos fatos ocorridos no dia 19 de maio de 1986, no que tange s informaes dos rgos de controle de trfego areo e de defesa area, bem como dos pilotos interceptadores envolvidos nos acontecimentos. 2. CONSIDERAES INICIAIS Os radares existentes na rea da ocorrncia eram basicamente destinados ao controle de trfego areo, no sendo, portanto, de uso especfico para a defesa area. Neste caso, suas limitaes tcnicas tornam a vigilncia do espao areo deficiente, quanto deteco de alvos. Desta forma, o acompanhamento dos movimentos areos detectados na ocasio ficou bastante prejudicado, uma vez que no havia a condio de se manter a visualizaro radar, pois os contatos obtidos no eram suficientemente fortes para formar uma pista inicializada. As informaes fornecidas aos pilotos, pelo Centro de Operaes Militares do CINDACTA 1 (COpM1), foram efetuadas mediante avaliao e experincia pessoal dos controladores de defesa area. 3. DESCRIO DE FATOS Os fatos esto descritos em ordem cronolgica. 1.23:15Z O Centro de Controle de rea de Braslia (ACC-BR) informa ao COpM1 que o operador da torre de controle de So Jos dos Campos (SJC) havia avistado luzes de cores amarelo, verde e laranja se deslocando sobre a cidade Simultaneamente, o operador informa ao controle de aproximao de So Paulo (APP-SP), que confirma contatos radar na rea de SJC; 2. 0008Z O piloto do PT-MBZ avista luzes na posio situada na radial 150 do VOR de SJC, deslocando-se de E para W. Segundo informaes do piloto as luzes pareciam estrelas grandes e vermelhas; 3. 0039Z Foi acionada a aeronave de alerta de defesa area (Alerta DA) da Base Area de Santa Cruz (BASC). O acionamento do Alerta DA se deu em virtude da deteco radar de alguns "plots" na rea de SJC. Embora tais deteces no tenham constitudo ecos radar definidos, as mesmas foram utilizadas na vetorao das aeronaves de alerta, no intuito de que as mesmas tivessem condio de prosseguir na fase final da interceptao utilizando o radar de bordo; 4. 0110Z O controle de aproximao de Anpolis (APP-AN) reportou que estava detectando alguns ecos no seu radar de terminal. Estes ecos no estavam sendo captados pelo radar do COpM 1. O CODA determinou o acionamento do alerta DA de Anpolis, uma vez que o APP-AN informou estar recebendo definies de proa e velocidade do eco radar 5. 0134Z Decolagem da primeira aeronave de Alerta DA da BASC. Esta aeronave foi vetorada para o setor Oeste de SJC, rea onde se obtinha alguns ecos radar. Quando estava nivelado no FL 170 (aproximadamente 5.200 m) o piloto da aeronave informou estar avistando uma luz branca abaixo do seu nvel de vo e que posteriormente esta luz foi subindo, se posicionando a 10 acima de sua aeronave. Foi mantido um acompanhamento at o FL 330 (aproximadamente 10.000 m). Foi reportado, ainda, que a luz por um momento mudou da cor branca para vermelha, verde e novamente para branca, permanecendo nesta cor. FICIO INCIDENTE 1986 CONTINUAO DO ANEXO 2 INFORMAO N 01/04/COMDABRA, DE 30 JUN 2004 Durante este acompanhamento houve contato no radar de bordo, que indicava o alvo entre 10 e 12 milhas de distncia, confirmando o contato visual. O acompanhamento se deu em direo ao mar, at aproximadamente 180 milhas da BASC, quando foi comandado o retorne da aeronave de alerta devido a no haver uma razo positiva de aproximao em relao ao alvo e ao fato de a aeronave ter atingido o limite de sua autonomia para poder regressar sua base; 6. 0148Z Decolagem da primeira aeronave de Alerta DA da Base Area de Anpolis (BAAN). A aeronave foi vetorada para uma rea onde a deteco radar estava sendo obtida pelo APP-AN, que transmitia suas informaes ao COpM 1, que controlava o Alerta DA a partir destas informaes. Este procedimento foi adotado em virtude de o radar da defesa area no estar captando nenhum trfego. Foram realizadas cinco apresentaes (procedimentos de interceptao, onde a aeronave de alerta direcionada para o alvo), sendo que o piloto obteve contato com o radar de bordo, mas no obteve contato visual. Em uma apresentao chegou a estar a 2 milhas do alvo, cuja trajetria mantinha-se ora em zigue-zague, ora em curva acentuada pela direita. A velocidade do alvo variava de forma repentina, por vezes permitia a aproximao do interceptador e as vezes aumentava muito, ocorrendo afastamentos, mesmo o interceptador estando em velocidade supersnica. Houve perda de contato, o que ocasionou o abandono da perseguio. 7. 0150Z Decolagem da segunda aeronave de Alerta DA da BASC. Esta aeronave foi vetorada para o setor Sul de SJC. O piloto reportou estar avistando uma luz vermelha na posio informada pelo COpM1, confirmando a deteco do radar de solo. Aps alguns minutos constatou que no havia aproximao com a luz e em seguida a mesma se apagou, ao mesmo tempo em que se perdia o contato radar. Nesta apresentao ocorreu o aparecimento, por breve momento, de treze "plots" retaguarda do interceptador. Foi comandada uma curva de 180 (no plano horizontal) para que o piloto verificasse o setor traseiro, porm no houve nenhum contato visual ou do radar de 8. 0217Z Decolagem da segunda aeronave de Alerta DA da BAAN. A aeronave no obteve qualquer tipo de contato, seja visual ou radar. 9. 0236Z Decolagem da terceira aeronave de Alerta DA da BAAN. A exemplo da aeronave de alerta DA anterior, tambm no obteve qualquer tipo de contato, seja visual ou radar. 1.0. 0237Z Pouso da primeira aeronave de Alerta DA em BASC. O recolhimento das aeronaves de alerta vai sendo comandado em funo da autonomia de vo das mesmas. O pouso do ltimo interceptador ocorre s 0330Z. 4. CONSIDERAES FINAIS 1 - Da anlise dos acontecimentos, este Comando de parecer, de acordo com as informaes dos controladores, pilotos e relatrios elaborados pelo CINDACTA I, que alguns pontos so coincidentes no que tange ao eco radar, acelerao, iluminao, velocidades e comportamentos, tanto pelas deteces tcnicas como visualizaes efetuadas. FICIO INCIDENTE 1986 CO ;TINUAO DO AN.".<0 2 INFORMAO N 01/0-i/COMDABRA, DE 30 JUN 2004 2 - Alguns pontos que podemos citar so os fenmenos que apresentam certas caractersticas constantes, a saber: a. Produo de ecos radar, no s no sistema de Defesa Area, como nos radares de bordo dos interceptadores; observado por alguns pilotos; b. Variao de velocidade de vo subsnico at supersnico, bem como manuteno de vo pairado; c. Variao de altitudes inferiores a 5.000 ps (aproximadamente 1.500 m) at 40.000 ps (aproximadamente 12.000 m); d. Emisso de luminosidade nas cores branca, verde, vermelho e outras vezes no apresentando indicao luminosa; e. Capacidade de acelerao e desacelerao de modo brusco; f. Capacidade de efetuar curvas com raios constantes, bem como com raios indefinidos. 3 - Como concluso dos fatos constantes observados, em quase todas as apresentaes, este Comando de parecer que os fenmenos so slidos e refletem de certa forma inteligncias, pela capacidade de acompanhar e manter distncia dos observadores corno tambm voar em formao, no forosamente tripulados. (Relatrio assinado pelo Brig.-do-Ar Jos Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, Comandante Interino do COMD